As Folhas Ardem

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Etiqueta: Sarah Palin

The Great American Songbook (VII) – The Lady Is a Tramp

Nem vale a pena contar a história. A esta hora já todos os noticiários a referiram, como mais uma nota de rodapé de uma escolha que se começa a revelar infeliz. Palin é uma crescente dor de cabeça para o ticket republicano e a CNN conta tudo bastante bem. Será a Dama uma Vagabunda?

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De novo a dupla Rodgers and Hart e o musical Babes In Arms, colheita de onde se extraiu My Funny Valentine. The Lady Is a Tramp confunde-se praticamente com a interpretação de Frank Sinatra. Mas talvez se possa variar, com este delicioso medley de Sammy Davies Jr., de resto um dos protegidos de Sinatra e membro do famoso ‘rat pack‘. Pândega e talento a rodos. Que conjugação, ó Sarah Palin do Alaska! Que ticket!

The Great American Songbook (V) – My Funny Valentine

A 26 dias do acto eleitoral, depois do debate que melhor clarificou posições, as coisas crispam-se e entram no terreno do ataque pessoal. Agora vale tudo e surgem abertamente na ofensiva as mulheres desta campanha – Michelle Obama, Sarah Palin & Cindy McCain (apontamento claramente sexista e politicamente incorrecto, que faço questão de sublinhar ser voluntário, e suspeito que de concordância íntima de muito boa gente). Em entrevista a Larry King, Michelle Obama pauta-se pela polidez estratégica que norteia a campanha do marido. Mas não evita algumas farpas, sendo a maior de todas a jogada da superioridade moral face à consorte de McCain: «sabe, aperto-lhe a mão», ou seja, ‘olhe, a Cindy é uma cabra rica e malcriada, mas está em campanha e eu faço o favor de ser melhor que ela’. Michelle falava na sequência das declarações de Cindy McCain ao Tennessean, imediatamente a seguir ao debate, afirmando que Obama «is running the dirtiest campaign in American history». Bem… a senhora tem idade para se lembrar do Richard Milhous. Por seu lado, Sarah Palin, aquela que, do Alasca vê a Rússia e, portanto, o mundo, partiu para o ataque em forma, acusando Obama de «palling around with terrorists who would target their own country.». Referia-se à ‘pista’ William Ayers, que não leva a lado nenhum, mas que já hoje foi de novo utilizada pela campanha republicana. Amores e ódios andam à solta, neste ticket eleitoral, que é também conjugal.

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My Funny Valentine. Em 1937 a dupla Rodgers & Hart escrevia o musical Babes in Arms. Outros tempos, outras guerras. Dele surgiu este standard, um clássico que mais de 600 artistas se atreveram a enfrentar, com resultados variáveis. A escolha de hoje recai num monstro do jazz, gigantesco no improviso, exemplar no respeito e na admiração pelo melhor do Great American Songbook. Keith Jarrett. Uma interpretação memorável.

Palin vs. Biden

Informa-nos a Globo, via EFE (as notícias correm agora, no mundo, como há um século na aldeia: de boca em boca) que o Partido Republicano dos E.U.A. está ‘aliviado’ com o desempenho da Governadora do Alaska, Sarah Palin, face ao veterano político democrata Joe Biden, no debate que opôs os dois candidatos à Vice-Presidência. No lugar deles eu não estaria. É verdade que a senhora não meteu os pés pelas mãos (o que seria uma ideia muito interessante) nem bolsou nenhuma bacorada fatal. Biden, de resto um modelo de cortesia digno de um vendedor de automóveis topo de gama, teve apenas, numa ocasião, de lhe recordar amavelmente os limites do poder executivo impostos aos Vice-Presidentes: entusiasmada com a sua experiência nos destinos de Anchorage, Palin esticava-se no que iria fazer ao lado do “Senator McCain“. No mais, o alívio dos republicanos não me parece ter grande fundamento. Palin foi simpática, familiar. Mas não chega para ser uma candidata credível. Cada vez que a graciosa senhora falava, lembrava-me, sem remédio, as reuniões de vendas de Tupperwares na casa da minha tia, na Avenida de Roma. Que eu saiba, os americanos não andam lá muito compradores.

Amiguinhos, aqui até os ursos bebem petróleo!

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