As Folhas Ardem

a poesia do mundo. o mundo da poesia. incêndios e queimadas.

Etiqueta: Paródias

O Hino da Monarquia

É irrelevante eu ser republicano, assunto que nem me preocupa por aí além. A verdade é que nunca gostei muito do hino nacional, o nosso, o da República. Nem da música, nem da letra (especialmente da letra, concordo com o António Alçada Baptista que, num 10 de Junho, propôs que a mesma fosse mudada, que se mandassem os canhões borda fora, para escândalo das alminhas). Depois de declarada esta heresia, deparei, por acaso, com o hino – monárquico e cartista – que vigorou até à implantação da República. Garanto-vos que, depois de ler a letra, que aqui deixo, o épico texto de Henrique Lopes de Mendonça me parece Shakespeare! Mesmo sem ouvir a música! Realmente…!

Hymno da Carta – Hino Monárquico (1834-1911)

1.
Ó Pátria, Ó Rei, Ó Povo,
Ama a tua Religião
Observa e guarda sempre
Divinal Constituição

(Coro)
Viva, viva, viva ó Rei
Viva a Santa Religião
Vivam Lusos valorosos
A feliz Constituição
A feliz Constituição

2.
Ó com quanto desafogo
Na comum agitação
Dá vigor às almas todas
Divinal Constituição

(Coro)
Viva, viva, viva ó Rei
Viva a Santa Religião
Vivam Lusos valorosos
A feliz Constituição
A feliz Constituição

3.

Venturosos nós seremos
Em perfeita união
Tendo sempre em vista todos
Divinal Constituição

(Coro)
Viva, viva, viva ó Rei
Viva a Santa Religião
Vivam Lusos valorosos
A feliz Constituição
A feliz Constituição

4.
A verdade não se ofusca
O Rei não se engana, não,
Proclamemos Portugueses
Divinal Constituição

(Coro)
Viva, viva, viva ó Rei
Viva a Santa Religião
Vivam Lusos valorosos
A feliz Constituição
A feliz Constituição

hmf

O spot falsificado, muito melhor que o original

É javardo, eu sei; é grosseiro, pois; é estúpido, claro. Mas tem muito mais piada que o original. E deixa clarinha a clivagem de que o rapaz nunca se vai livrar: entre o ‘génio nacional’ e o ‘grande maluco’.

Pérolas (21) – A vitalidade do Vital

(No Expresso online de hoje)

“O PS não precisa de acasalar com outros partidos na Europa”

É este o título da notícia sobre as declarações do Professor Vital Moreira num jantar em Vila do Conde. (Em bom rigor ele afirmou: “não precisa de acasalar com outros para se reforçar no Parlamento Europeu“, mas o Expresso deu-lhe uma pitadina mais de sal.)

O estimável Professor Vital começa a ser um habitué nas ‘pérolas’ que amorosamente se juntam neste blogue. Porque só dá vontade de lhe fazer duas ou três perguntinhas:

– O PS não precisa de ‘acasalar’. Mas não quer? ‘(Acasalar’ é bom, dizem-me.)

– Em não ‘precisando’ de ‘acasalar’ na Europa, precisa de acasalar em Portugal?

– E ‘precisando’ de acasalamento em Portugal, tem em vista dar continuidade à espécie (ao poder)? É o inato impulso de espalhar a sementinha?

– O PS já discutiu, na sua Comissão Política, os prazeres do acasalamento ‘internacional’?

Questões Vitais. Questões de Vitalidade. Grande Vital, és danado pr’á brincadeira. Dentro do ‘torrão’, claro.

Palavra de honra…

(clique para ampliar)

'Vem Vital, que eu não levo a mal!'

'Vem Vital, que eu não levo a mal!'

‘O Rapto de Europa’ (1628-29), Peter Paul Rubens, Museo del Prado


Feira do Livro de 2009. A minha.

Este ano acho que vou organizar a minha ida à Feira do Livro da seguinte forma: vou buscar o escadote de madeira e começo pela parede da esquerda, primeira estante, prateleira de cima. Não paro até vasculhar os livros todos que estão em ‘segunda fila’ – atrás dos que estão à frente, se é que me entendem. Tenho a impressão que acabarei cansado. E com ‘sacos e sacos de ‘livros do dia’ para ler. Ou de ‘livros da vida’ para reler!

'eh pá, estes têm desconto!'

'eh pá, estes têm desconto!'


Pérolas (20) – O flagelado

 

(No Expresso online de hoje)

Vital Moreira: Sem maioria absoluta Sócrates já teria morrido flagelado


O senhor Professor Vital não quereria sugerir “já teria morrido por ingestão de cicuta“? Sempre se cumpria uma tradição onomástica. E evitava-se esta referência ao imaginário cristão. Não, já não é impressão minha. A martiriologia vai ser a gramática e a retórica das eleições – de todas! – para o P.S.


"Na luta, morre-se de cicuta!" - Sócrates, citação apócrifa

"Na luta, morre-se de cicuta!" - Sócrates, citação apócrifa

Pérolas (19) – A “Mão de Deus”

A gente abre a página do Expresso online e a gente pasma (a gente lê regularmente outras folhecas online, tipo o The Guardian, o The Independent, ou o El País e não encontra coisas destas). A gente fica a pensar se o Expresso – online –  se está a abrutalhar aceleradamente ou se é o mercado que pede, exije e consome isto. A gente gostava de um Expresso online menos The Sun. A gente agradece.

[Nota: clicando nos links, acede-se às notícias, que serão provavelmente mais sérias que os seus paródicos títulos deixam supor]

NASA capta “mão de Deus”

Mas afinal não tinha sido o Maradona?

Primeiro cão transgénico muda de cor com a luz

E o segundo? Muda de raça com a sombra?

Um quinto das Câmaras corta no IRS

As Câmaras não podem organizar workshops para os seus munícipes?

Ponte da Barca: Paulo Gonzo dá concerto a 340 metros de profundidade na barragem da EDP

A assistência está garantida: 300.000 taínhas e alguns achigãs.

O Cantinho do Smith

Este Smith é… o Smith? Estarão já a pensar onde instalar o Sr.?

Cartas dos leitores Casamento homossexual: sim, não ou talvez?

O que é um ‘casamento homossexual talvez’?

(títulos (?) retirados da edição de 23.05.09  do Expresso Online, às 23h13m)

'Então Deus é azulinho... como a «Celeste» do Maradona'

'Então Deus é azulinho... como a «Celeste» do Maradona!'