(ao N.)
Na névoa, a cidade, ébria
oscila, tomba.
Informes, as casas
perdem o lugar e o dia.
Cravadas no nada,
as paredes são menires,
pedras antigas vagas
sem princípio, sem fim.
Fiama Hasse Pais Brandão. As Fábulas, Vila Nova de Famalicão: Quasi Edições, 2002.

fotografia: kramsay © kramsay (D.R.)
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