As Folhas Ardem

a poesia do mundo. o mundo da poesia. incêndios e queimadas.

Etiqueta: Fotografia

Isto é uma bomba atómica…

Gráfico do sismo provocado pelo teste nuclear na Coreia do Norte,dia 25, registado pela Agência Meteorológica do Japão.

© Photo: Yuriko Nakao, 'The First Post

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Energias renováveis – a insustentável leveza de as ter

Qual será o gasto em combustíveis fósseis para fabricar uma ‘elegância’ destas?
A man is dwarfed by a wind turbine blade at the Whitelee Windfarm near Eaglesham, East Renfrewshire, in Scotland. © Photo: David Moir

A man is dwarfed by a wind turbine blade at the Whitelee Windfarm near Eaglesham, East Renfrewshire, in Scotland. © Photo: David Moir, 'The First Post'

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Amazing Grace

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A silhueta do shuttle Atlantis, fotografada com o sol em fundo © NASA

A silhueta do 'shuttle' Atlantis, fotografada com o sol em fundo © NASA, no 'The First Post'

Ruy Belo – Coisas de Silêncio

Impresso na Guide-Artes Gráficas, Lda. (com um fabuloso preto e branco que só a técnica de impressão de retícula estocástica permite), em Junho de 2000 a editora Assírio & Alvim dava à estampa ‘Ruy Belo – Coisas de Silêncio‘, livro onde a fotografia de Duarte Belo fixa o ‘mundo’ de seu pai, Ruy Belo. Estamos no lado oposto ao da fotobiografia. Duarte Belo capta ‘momentos’ – correspondentes à estrutura do livro – definidos textualmente pelos autores, (o fotógrafo e Duarte Belo): «O primeiro momento representa alguns lugares que foram habitados por Ruy Belo e que muitas vezes surgem nos seus versos»; (…) «Num segundo momento, passamos o nosso olhar por alguns objectos do quotidiano de Ruy Belo»; (…) «Depois, há um terceiro e último momento de alguns rostos de identidade de Ruy Belo».

Duarte Belo fotografa, com um grande sentido do discreto, uma ausência. E é essa ausência que confere à obra intensa espessura e um sentido de perda, de desolação se instala. Acompanhadas por excertos da obra do poeta, e um texto de Manuel Gusmão, “Para a Dedicação de um Homem – Algumas variações em resposta à poesia de Ruy Belo“, é contudo, o texto de Luís Miguel Cintra, que abre o livro, a melhor leitura para o indizível que estas fotografias encerram. O seu silêncio povoado de sombras.

[O livro foi reeditado em tempos recentes, em edição de capa dura. A minha sugestão para a Feira do Livro de Lisboa, este ano]

Reconhecemo-nos ainda. Gostamos do mar e da terra a céu aberto. Árvores, searas, pedras, montes. Da praia. Dos campos. Das igrejas. Das aldeias e das cidades com passado e com ruas muito grandes. Dos textos antigos. De cartas e postais. E dos livros. E do povo. Das procissões. Dos cafés. Do cemitério. De ir ao cinema. Ler o jornal. Mozart e Bach. Não sabemos pôr gravata. Ainda temos camisas aos quadrados e vestimos camisola. Não gostamos da manha e da astúcia. Somos pobres. Temos o sol e só o que nos toca o coração. Alguns amigos mais. E carregamos nos ombros o amor da vida toda e uma enorme saudade de Deus. Somos católicos. Acreditamos na alegria e na pureza. Sabemos que o homem é Deus feito carne.

Reconhecemo-nos. Somos assim generosos, é verdade. Sem esforço. E não vamos mudar. Não sei se somos um grupo nem seremos com certeza uma geração, somos uma maneira de ser. E na poesia do Ruy nos encontramos.

Sou e quero ser irmão ou herdeiro dessa gente. Como o Duarte, legitimamente. E reconheço nas fotografias do Duarte, como na poesia do Ruy, a passagem das nossas vidas, os lugares, as nossas casas, os objectos a que nos afeiçoámos ou demos sentido, a memória dos nossos corpos, dos nossos encontros, dos nossos grandes amores ou da nossa paixão. A minha casa. Reconheço também o meu pai. Mas reconheço sobretudo o espaço. Ou o tempo. «O Tempo Sim o Tempo Porventura». Estas fotografias, o seu pudor, são o retrato de uma ausência. São fotografias da morte. Violentas. O que resta de um cidadão, a mudança das idades, as coisas que tinha, os lugares onde esteve ou onde estava, a roupa que vestiu, o que ficou do que escreveu. São o retrato do tempo que foge, imenso. Mas mais ainda, tanto, o retrato do que falta. Falta a vida neste vazio, neste espaço que vai da terra ao céu. E esse espaço, esse vazio, é exactamente o espaço das palavras do Ruy. O espaço do que vive. Perante a morte, constantemente, nesse único momento que se confunde com a solidão mas abraça o mundo inteiro e que nos dá a nós a dimensão da vida. Tão imensa diante do tempo que talvez nem na paixão possa encontrar a sua desejada desmedida. Tão grande que convoca Deus. E já não sabemos de que ausência falamos.

LUÍS MIGUEL CINTRA

 © Duarte Belo, Assírio & Alvim [D.R.]

© Duarte Belo, Assírio & Alvim [D.R.]


Quem Quer ser Biliocanário?

Por amor de deus, como é que eles conseguem distinguir o melhor?

6.000 aves competem num concurso de canto, província de Yala, Tailândia © The First Post

6.000 aves competem num concurso de canto, província de Yala, Tailândia © The First Post

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Outra Pietá – Jan Saudek

Jan Saudek nasceu em Praga em 1935. Quando muito jovem, ele e um irmão estiveram colocados num campo de concentração nazi e donde só por sorte conseguiram escapar às experiâncias de Josef Mengele. Saudek, que usa a fotografia como forma de expressão, foi um dos primeiros fotógrafos checos a ser conhecido no ocidente, o que lhe valeu a suspeita do governo checo até aos anos 80. As suas fotografias, inicialmente a preto e branco e, mais tarde, a cores, giram em torno da sexualidade e da relação entre homens e mulheres, velhice e juventude, vestuário e nudez. Em geral, adopta uma abordagem antagonista para alcançar poderosos efeitos pictóricos. Sem artifícios, a fotografia de Saudek penetra na plenitude da vida. A sua linguagem directa foi rápida e vivamente aclamada no mundo da arte. (fonte: http://oseculoprodigioso.blogspot.com/, onde pode ser visualizada uma galeria do autor.)

Pietá, Jan Saudek (1997)

Pietá, Jan Saudek (1997)

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Fotografia do Dia (23) – O Templo

(em estado de krímsjúka)

Deveria, claro, por questões de oportunidade e excitação das gentes, encontrar uma fotografia espectacular do avião que caiu em pleno rio Hudson, Nova Iorque. Sempre é mais cosmopolita e a queda de um avião é como as águas de um rio, quando as olhamos: torna-se difícil afastar a vista. Mas esta fotografia, esta sala subterrânea, no extraordinário minimalismo e organização formal que mostra (e que mostra muito mais porque, na verdade, se destina a esconder), na sua ambivalente austeridade, matizada pelo suave dourado, encerra uma poderosa carga simbólica de uma era que parece ter acabado. Aqui residiam as entranhas do capitalismo, antes de serem desmaterializadas em complexas redes informáticas que geraram esquemas reprodutivos de capital no limite da decência. No limite da loucura. Comparado com o escritório de uma empresa de brokers em Wall Street, a austeridade imponente desta casa-forte de um banco suíço (repare-se no delicioso pormenor de um cofre aberto) convoca mesmo uma certa nostalgia. Assemelha-se a um templo.

An employee sits among safeboxes in the safe room of the Zuercher Kantonalbank in Zurich

An employee sits among safeboxes in the safe room of the Zuercher Kantonalbank in Zurich

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The Queen and I

Esta assombrosa fotografia da Isabel II, cenograficamente composta por Annie Leibovitz, lembra-me que o sentimento que tenho pela monarca britânica sempre foi ambivalente. Por um lado admiro-lhe a coragem, a determinação, o férreo sentido do dever. Quando morreu a pobre pateta da Lady Di e o Blair e a plebe, e o próprio tíbio Carlos (Prince of Wales) lhe exigiram exéquias de Estado, Isabel II cedeu. Mas apenas porque percebeu que era fundamental para manter a ligação entre a “Família” e o Reino. Lá por dentro deve ter engolido sapos a espernear. E ela tinha razão, sob o ponto de vista institucional e sob o ponto de vista da virtus. Mas é esta mesmíssima razão e frieza no modo como encara o seu papel que a torna, de certa forma, inumana.

Esta fotografia revela. Isabel II não permanece apenas altiva e senhora de si, dominando tudo o que a circunda, numa perspectiva extraordinária, tendo como fundo uma idealização de paisagem. Não. Ela está apaziguada num contexto crepuscular, sombrio, soturno. O que a fotógrafa captou explica a dificuldade em “sentir” esta mulher. Ela é uma espécie de guardiã, não nos bons momentos – acho que nunca a vi rir  espontaneamente – mas nos maus. Como se as dificuldades a agigantassem. E o sofrimento lhe aumentasse a dignidade. A espessura. A dimensão icónica.

Voltando à morte da estouvada Diana, Isabel II encerra, em três palavras, o seu abismo. Num espantoso diálogo (soberbamente interpretado pela Helen Mirren (Dame) no filme The Queen) Carlos, o putativo herdeiro, e a Rainha trocam estas palavras:

CHARLES — That was always the extraordinary thing about her. Her weakness and transgressions only seemed to make the public love her more. Yet ours only make them hate us. Why is that? Why do they hate us so much?

The queen mutters under her breath.

ELIZABETH — Not ”us,” dear.

Queen Elisabeth II © Annie Leibovitz

Queen Elizabeth II © Annie Leibovitz

Fotografia do Dia (XXII) – Isabel II

Quarta-feira, com a pompa e circunstância seculares, Isabel II levou à Sessão de Abertura do Parlamento o Discurso da Coroa, previamente redigido por Gordon Brown, que ela mesma leu, claro, como sempre leu os discursos dos seus primeiros-ministros. A economia dominou a prédica. Com uma extraordinária precisão democrática repetiu-se o ritual: o líder da oposição, o tory David Cameron (um rapaz decidido) ‘malhou’ fortemente o discurso, aproveitando, aliás para explorar até ao tutano o escândalo do momento: a prisão do deputado conservador Damian Green, e busca ao seu gabinete no Parlamento por parte da polícia, sem mandado. Alegadamente por fugas de informação que comprometem a ‘segurança nacional’. Brown (com um ar terrivelmente cansado) defendeu-se como um velho leão e seria um osso muito duro de roer se o Reino Unido não estivesse economicamente de gatas.

'Desta vez não vou dois passos atrás dela...'

'Desta vez não vou dois passos atrás dela...'

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Fotografia do Dia (XX) – Os Robots Eróticos

O Courrier Internacional, na sua edição portuguesa de Dezembro, ostenta na capa esta notável fotografia. Bem mais notável que a compilação de artigos relativos ao tema, diga-se. Reza assim, também na capa: ‘Robôs quase humanos – os progressos da inteligência artificial aproximam-nos da ficção científica. E levantam problemas éticos‘. Uma modelo de retórica prudente, estes título e sub-título. O pessoal quer é pormenores. E lá estão, bem maquilhados de sociologia, psicologia comportamental, evolução tecnológica, etc. Em síntese: parece que a investigação, em robótica, está a desenvolver aceleradamente  aplicações funcionais nos domínios da guerra e do sexo. Necessidades básicas, portanto. O mercado manda.

'Abraça-me. Tenho frio!'

'Abraça-me. Tenho frio!'

Fotografia do Dia (XIX) – Os Robots Dramáticos

É irónico. A palavra robot foi inventada por Karel Capek num texto para teatro, R.U.R. (Rossum’s Universal Robots) – título inglês da peça – escrito em 1920 e representado, pela primeira vez em 1921. O étimo adquire universalidade na literatura muito graças à (hoje reconhecida) extensa produção literária de Isaac Asimov dedicada ao tema (nomeadamente no célebre I Robot). Na era da electrónica, o robot materializa-se em larga escala na produção industrial, substituindo a ‘robótica’ o trabalho ‘humano’ nas fileiras de intensa componente tecnológica. Agora, em 2008, o robot volta… ao Teatro. Será capaz de uma gargalhada cénica? De uma lágrima furtiva, que comova o coração dos espectadores? Talvez. Duvido que consiga atingir as cambiantes da ironia.

(Nota: recuso-me, até ver, a escrever robô. Não alinho nesse complô).

Na fotografia, uma peça representada pelo primeiro teatro experimental do mundo a utilizar humanos e robots, na Universidade de Osaka, Japão. – Fonte: The First Post.

'to be, or not to be... humanoid'

'to be, or not to be... humanoid'

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Fotografia do Dia (XV) – Julia Ormond

Pode não ter sido como Vanessa Redgrave, ou chegado à craveira de Helen Mirren (Dame), mas esta actriz inglesa tem uma carreira honesta em Hollywood. Suspeito, aliás, que tenha sido mais aproveitada pela beleza que pelo talento. Ora parva não é Julia Ormond. Wiki quote: “On 2 December 2005, Ormond was appointed as a United Nations Goodwill Ambassador by Executive Director Antonio Maria Costa. Her focus has been on anti human-trafficking initiatives, raising awareness about this modern form of slavery and promoting efforts to combat it. In her capacity as ambassador, Ormond has appeared as council to the United States House of Representatives, Committee on International Relations, Subcommittee on Africa, Global Human Rights and International Operations, and has travelled the world as an ambassador“. Pois. Mas este olhar pode atear um incêndio íntimo.

(Quiz: tropecei nesta fotografia através de pesquisa ao nome da actriz. Adivinhe-se qual o blogue português onde se encontrava…?)

'Ora então vamos lá levar isto com calma, meus senhores'

'Ora então vamos lá levar isto com calma, meus senhores'


Fotografia do Dia (XIII) – DDiArte

Já trouxera aqui um trabalho desta dupla de fotógrafos madeirense (em ‘diálogo’ com um poema de Hugo Milhanas Machado). Mas a obra que produzem merece destaque particular. No jogo sempre ambíguo entre uma estratégia de produção pelo acto criador motivada, e a lógica da encomenda comercial, Diamantino Jesus (n. 1969) e José Diogo (n.1966) chegaram a uma linguagem própria marcante, com um domínio superior das diversas técnicas utilizadas e um equilibrado sentido da composição, tendo o corpo humano como tema. Uma resenha biográfica e crítica pode ser encontrada no site da Colecção Berardo, que adquiriu um importante conjunto de obras dos autores, que nele podem ser apreciadas. O colectivo DDiArte tem sido, nos anos mais recentes, premiado por diversas entidades e publicado em revistas internacionais de referência no domínio da fotografia.

Dançando com o azul © DDiArte

Dançando com o azul © DDiArte

Fotografia do Dia (XI) – Take a View

É conhecido o amor que os britânicos têm pelo landscape, pela paisagem entendida num sentido lato, identitário, onde se dá valor às pedras, aos muros, às colinas e à sua forma, ao cromatismo das estações, a ruínas a que chamam ‘castelos’, que estão lá porque ‘devem estar, sempre estiveram’. Bem sei da barbaridade urbana (e rural) que a Revolução Industrial introduziu na paisagem urbana – e mesmo rural – da Ilhas. Barbaridade humana, também. Com a ascensão das classes médias ao centro do tecido social, o que veio à tona foram afirmações de múltiplas formas de ser, de pensar, de se identificar. Mas, na teia complexa das sociedades ocidentais, os britânicos guardam um acrisolado afecto pela sua paisagem. É-lhes uma herança viva. No ano passado foi lançado o concurso de fotografia Take a View – Landscape Photographer of the Year, com categorias (bizarras), dirigido a fotógrafos amadores e com resultados por vezes admiráveis, que se podem ver no site do Take a View. Esta fotografia faz parte do lote das 15 melhores do concurso de 2008, que pode ser apreciado na galeria colocada online. Escolhia-a pela combinação de cor e luz, pelo equilíbrio compositivo, claro, mas sobretudo pela notável harmonia entre a velha árvore e os geradores eólicos em fundo (curioso: os geradores eólicos eram protagonistas da fotografia vencedora do ano passado). Tradição e modernidade. Mas o mais notável é a vedação. Havia vedações daquelas, em Portugal (onde, aliás, se pode fazer, e faz, excelente fotografia de paisagem, desde que se desvie a lente de sacos de plástico esvoaçantes ou de carcaças de automóveis tombadas onde calha). Havia vedações daquelas, repito. Alguma norma da UE deve ter dado cabo delas.

Morning glow, West Kilbride, Scotland © Peter Ribbeck Take a view

Morning glow, West Kilbride, Scotland © Peter Ribbeck Take a view

Fotografia do Dia (IX) – Oásis na China

O Oásis é, na tradição cultural e literária de várias civilizações, um sinal de esperança. Uma metáfora bíblica, corânica (demagógica, até, no caso dos governantes portugueses). No deserto dos Direitos Humanos vivido na República Popular da China – pelo menos pelos valores que, no Ocidente, consideramos válidos e universais – Hu Jia é um Oásis. Preso. No meio da inominável desolação.

(fotografia publicada no The First Post)

Oásis no deserto da Mongólia interior - China.

Oásis no deserto da Mongólia interior - China.

Oasis lake in the Badain Jaran Desert in north China’s Inner Mongolia Autonomous Region

Fotografia do Dia (VII) – William Claxton (1927-2008)

Aos 80 anos, morre William Claxton, notabilizado como fotógrafo de celebridades ligadas ao meio musical e, em particular, ao Jazz. Será um rótulo. Mas não deixa de ser admirável a invulgar capacidade técnica do artista colocada ao serviço de uma estilística solta, em movimento, improvisada. Jazzística, então. Logrou, ao longo da sua extensa carreira, composições de grande qualidade e rigor estéticos. Era, por isso, respeitado. No Guardian (edição online de hoje), prestam-lhe tributo, num belo artigo, a que se soma uma pequena galeria demonstrativa do seu trabalho). Mas é no site do fotógrafo que podemos ter uma ideia mais precisa(osa) da sua obra. Veja-se. É uma homenagem.

Chet Baker em Los Angeles, 1954 © William Claxton/AP

Chet Baker em Los Angeles, 1954 © William Claxton/AP

Fotografia do Dia (VI) – Fabio Bórquez

A história desta fotografia (e de muitas de Fabio Bórquez), é a história de um acto de censura, meticuloso, organizado e reiterado. O Flickr – serviço/comunidade de partilha de imagens do Yahoo – embirrou com o trabalho do fotógrafo argentino (por considerá-lo ‘inapropriado’). O que se seguiu foi uma trama absolutamente ‘kafkiana’, no requinte dos detalhes e nas peripécias do processo. Deliciosos são os argumentos esgrimidos para definir ‘inapropriado’. E  muito imaginativo o processo de ‘guerrilha’ que o fotógrafo encetou. Para quem ainda alimenta esperanças na Web como espaço de liberdade de expressão, basta ler o enredo, na edição digital do El País de hoje. Depois, claro, por maioria de razão, visitar o blogue de Fabio Bórquez.

'querido, estamos tramados, esqueci-me de ir à depilação!'

'querido, estamos tramados, esqueci-me de ir à depilação!'

Fotografia do Dia

No The First Post, edição de dia 8.

"Know thyself? If I knew myself I would run away" - Goethe

«John McCain waits backstage before the presidential debate with Democratic presidential candidate Senator Barack Obama»