As Folhas Ardem

a poesia do mundo. o mundo da poesia. incêndios e queimadas.

Categoria: Economia

Fotografia do Dia (XVI) – Estagflação

Stagflation is an economic situation in which inflation and economic stagnation occur simultaneously and remain unchecked for a period of time. The portmanteau “stagflation” is generally attributed to British politician Iain Macleod, who coined the term in a speech to Parliament in 1965. The concept is notable partly because, in postwar macroeconomic theory, inflation and recession were regarded as mutually exclusive, and also because stagflation has generally proven to be difficult and costly to eradicate once it gets started (Wiki Quote).
Fotografia captada em Rio Vista, Califórnia – a 8ª maior economia do mundo, se fosse um país soberano.

Construction work on a 750-home housing development in Rio Vista, California has been halted because the town is close to bankruptcy

Construction work on a 750-home housing development in Rio Vista, California has been halted because the town is close to bankruptcy

Edge – A ironia da pobreza

Edge. The Third Culture.

Em 10 de Outubro publiquei aqui o link para a segunda ‘Aula’ do Edge Master Class 2008, subordinado ao tema A Short Course in Behavioral Economics, que teve lugar entre 25 e 27 de Julho, em Sonoma, Califórnia, com um largo e importante leque de participantes, pessoas que, de uma ou outra forma, determinam em parte o pensamento e a acção na economia global. Dirigido por Richard Thaler, Sendhil Mullainathan, Daniel Kahneman, o ‘Master Class‘ teve uma 5ª. aula memorável, dedicada ao tópico The Irony of Poverty. No painel de participantes encontravam-se Daniel Kahneman, Paul Romer, Richard Thaler, Danny Hillis, Jeff Bezos, Sean Parker, Anne Treisman, France LeClerc, Salar Kamangar, George Dyson. Sendhill Mullainathan introduz o tópico de uma forma aparentemente ingénua, na tradição anglo-saxónica de convocar problemas que parecem evidências. Mas não são, como se percebe ao longo da brilhante conversação entre os interlocutores.

I want to close a loop, which I’m calling “The Irony of Poverty.” On the one hand, lack of slack tells us the poor must make higher quality decisions because they don’t have slack to help buffer them with things. But even though they have to supply higher quality decisions, they’re in a worse position to supply them because they’re depleted. That is the ultimate irony of poverty. You’re getting cut twice. You are in an environment where the decisions have to be better, but you’re in an environment that by the very nature of that makes it harder for you apply better decisions“.

Deixo aqui as ligações para esta quinta ‘aula’, bem assim como paras as anteriores. A sexta, e última, será aqui divulgada quando estiver disponível. Para se perceber muito do que se passa hoje no mundo, faz sentido ler estas conversas, notáveis pela capacidade de análise e pela liberdade de pensar.

Class 5 – The Irony of Poverty

Class 4 –Two Big Things Happening in Psychology Today

Class 3 – (Sem tópico previamente definido)

Class 2 – (Sem tópico previamente definido)

Class 1 – (Sem tópico previamente definido)

Edge é uma revista online, onde se reúne o estado da arte do pensamento contemporâneo. A própria revista se encarrega de fazer escolhas (extremamente criteriosas), reunindo aquilo que considera pertinente numa perspectiva que define da seguinte forma: The third culture consists of those scientists and other thinkers in the empirical world who, through their work and expository writing, are taking the place of the traditional intellectual in rendering visible the deeper meanings of our lives, redefining who and what we are.

Cadeia de produção, num contexto de pobreza. Norte do Gana.

Cadeia de produção, num contexto de pobreza. Norte do Gana.


Uma citação arrepiante, uma revista notável.

Escrito em 2006, este texto arrepia pela premonição. Pode ser encontrado na edição 260 da Edge, revista online que publica o estado da arte do pensamento contemporâneo.

NOTABLE QUOTE

“Globalization creates interlocking fragility, while reducing volatility and giving the appearance of stability. In other words it creates devastating Black Swans. We have never lived before under the threat of a global collapse. Financial Institutions have been merging into a smaller number of very large banks. Almost all banks are interrelated. So the financial ecology is swelling into gigantic, incestuous, bureaucratic banks – when one fails, they all fall. The increased concentration among banks seems to have the effect of making financial crisis less likely, but when they happen they are more global in scale and hit us very hard. We have moved from a diversified ecology of small banks, with varied lending policies, to a more homogeneous framework of firms that all resemble one another. True, we now have fewer failures, but when they occur ….I shiver at the thought.

Nassim Taleb, The Black Swan (2006)

A não perder, neste número da Edge, e nos próximos, um projecto especial da revista. Uma ‘Master Class’ onde Richard Thaler, Daniel Kahneman e Sendhil Mullainathan reuniram os seguintes participantes: Jeff Bezos, Founder, Amazon.com; John Brockman, Edge Foundation, Inc.; Max Brockman, Brockman, Inc.; George Dyson, Science Historian; Author, Darwin Among the Machines; W. Daniel Hillis, Computer Scientist; Cofounder, Applied Minds; Author, The Pattern on the Stone; Daniel Kahneman, Psychologist; Nobel Laureate, Princeton University; Salar Kamangar, Google; France LeClerc, Marketing Professor; Katinka Matson, Edge Foundation, Inc.; Sendhil Mullainathan, Professor of Economics, Harvard University; Executive Director, Ideas 42, Institute of Quantitative Social Science; Elon Musk, Physicist; Founder, Tesla Motors, SpaceX; Nathan Myhrvold, Physicist; Founder, Intellectual Venture, LLC; Event Photographer; Sean Parker, The Founders Fund; Cofounder: Napster, Plaxo, Facebook; Paul Romer, Economist, Stanford; Richard Thaler, Behavioral Economist, Director of the Center for Decision Research, University of Chicago Graduate School of Business; coauthor of Nudge; Anne Treisman, Psychologist, Princeton University; Evan Williams, Founder, Blogger, Twitter.

Como diz a revista, «These are the people that are rewriting our global culture»

Tema: A Short Course in Behavioral Economics. Realizado nos finais de Julho, demonstra como os mercados financeiros criaram sistemas altamente complexos para gerar riqueza a partir do comportamento (psicologia) dos consumidores. Ainda a procissão ia no adro.

I shiver at the thought!

...I shiver at the thought!

Yes, they can’t…

A falência do banco norte-americano Lehman Brothers, e o iminente colapso – muitíssimo mais preocupante – da AIG, a maior seguradora dos EUA (que necessita de reunir 80 mil milhões de dólares ainda hoje para evitar que lhe suceda o mesmo) vem clarificar muito as eleições americanas. Questões como a experiência, a capacidade de liderança (sobretudo no âmbito militar), a credibilidade, são de repente secundarizadas pela economia. Os candidatos têm cerca de 50 dias para centrarem todas as suas baterias naquilo que agora realmente importa. Já ouvimos isto: It’s the economy, stupid!. Nunca a frase fez tanto sentido, para as gerações do após-guerra. E nenhum dos runners é estúpido. Ambos se apressaram a apresentar um conjunto de medidas que prefiguram um programa. Bastante contrastantes, por sinal. Obama intervencionista, vai meter o bedelho em tudo o que o Estado puder regular (pelos padrões americanos, é certo). McCain preconiza uma linha oposta, acentuando ainda mais a liberalização da economia, reduzindo os impostos sobre o lucro das empresas, das grandes fortunas (vai ao detalhe dos impostos sucessórios). A enunciação do que cada um preconiza pode ler-se neste artigo, cuja fonte é a France Presse.

Não haverá gente mais avessa aos impostos que os americanos. Porém, possivelmente Obama vai sair a ganhar com uma situação que já ultrapassa a definição de instabilidade. Porque McCain pretende aplicar, na essência, o programa de Bush W, aggiornato e com carácter de urgência. Ora, quem mudou para o Oeste quando a vida ficou dura, atravessando um continente à procura de terras (e de ouro), pode não gostar de impostos. Mas sabe quando é preciso mudar. Nos E.U.A. o povo pode ser ‘estúpido’ (os europeus, pelo menos, têm a certeza disso). Mas tem memória, uma memória bem fresca e vincada por ideais. Ainda é poderoso o mito da América como a Terra Prometida. É muito provável que seja Barack Obama, o idealista racional, aquele que os americanos acabarão por ver como o portador de uma bandeira de esperança. Subsiste apenas um pequeno senão. A realidade já não comporta personagens salvíficas.

Eu não sei que tu não sabes que eu não sei que tu não podes...

(¨Eu não sei se tu não sabes se eu não sei se tu não podes...¨)