Mark Twain – no centenário da morte, notícia não exagerada

by manuel margarido

“As Aventuras de Huckleberry Finn”, novela no eixo da formação do gosto de ler ao longo de gerações; de uma literatura, a americana; de um imaginário que perdura. E talvez o livro que eu levaria para uma ilha deserta. Aqui se deixa um trecho, o sabor de uma escrita onde se inscreviam múltiplas linguagens; o fac-simile da primeira edição (1884); ilustrações da mesma. E uma deliciosa nota de abertura/advertência aos leitores. Escrito por Mark Twain, que morreu faz hoje um século. Depois de a notícia da sua morte ter sido bastante exagerada. [Fonte textual e das ilustrações : Project Gutenberg™].

“I set down again, a-shaking all over, and got out my pipe for a smoke; for the house was all as still as death now, and so the widow wouldn’t know. Well, after a long time I heard the clock away off in the town go boom—boom—boom—twelve licks; and all still again—stiller than ever. Pretty soon I heard a twig snap down in the dark amongst the trees—something was a stirring.  I set still and listened.  Directly I could just barely hear a “me-yow! me-yow!” down there.  That was good!  Says I, “me-yow! me-yow!” as soft as I could, and then I put out the light and scrambled out of the window on to the shed.  Then I slipped down to the ground and crawled in among the trees, and, sure enough, there was Tom Sawyer waiting for me. (…)”

“Adventures of Huckleberry Finn”, primeiro capítulo (excerto).