A escritora e o orgasmo

by manuel margarido

[Singelo preito à escritora, bióloga e modelo Clara Pinto Correia, por ocasião da inauguração da exposição Sexpressions.]

«Posso morrer porque amei e porque fui amada. Gostei de homens, de mulheres, de velhas (de velhos não), de bebés, de bichos, de plantas, de casas, de filmes, de concertos, de quadros, de teorias, de jogos, de pastéis de nata, de jesuítas, de russos, de hamburgers, de Paris e de Londres. Nunca fui a Nova York e gostava de ir, mas não me importo de morrer sem ter ido. Também nunca tive um orgasmo, mas posso morrer sem nunca ter tido um orgasmo. Não me arrependo de nada. É claro que Nova York não se compara com um orgasmo. Um orgasmo é muito mais importante.»

LOPES, Adília, “Irmã Barata, Irmã Batata”, Braga: Angelus Novus, 2000. p. 13-14.

"A character made of polygons that I created a while ago. I tried to bring life to her by creating facial expressions." - Alex (3dsMax/2005) - © Tom, le RayonV

“I tried to bring life to her by creating facial expressions.”

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