Poesia Portuguesa (36) – Casimiro de Brito

by manuel margarido

Poema escolhido no livro Opus Affettuoso seguido de Última Núpcia, de Casimiro de Brito, autor de vasta e variada obra, na belíssima edição da Limiar (com direcção editorial de Egito Gonçalves e gráfica de Armando Alves). Poemas direitos ao amor erótico, ao canto do corpo, do outro. Do outro corpo. Poemas onde a distância se mede. E é o verdadeiro tema.

XXXVIII


A luz que me dás, esquiva e dura,

serve-me de abrigo onde desfeito

é já o meu cansaço. Halo escuro

a luz dói – perdição incerta

de um pobre e calcinado coração

que sabe de amor

o que batalhas são.

BRITO, Casimiro de, Opus Affettuoso seguido de Última Núpcia , Colecção “Os Olhos da Memória”, n.º 75, 1.ª edição, Limiar, Porto, 1997.

Casimiro de Brito

Casimiro de Brito