Pérolas (16) – A DREN não tem o exclusivo

by manuel margarido

Se julgavam que só os mais altos palonços do Ministério da Educação tinham direito a escrever estuporadamente, como é o caso da Directora Regional de Educação do Norte, Margarida Moreira – veja-se, entre o desgosto e o gáudio, este exemplo e mais este, ambos pescados pela atentíssima subversiva Ana Cristina Leonardo, autora do blogue Meditação na Pastelaria –  estão enganados. Entidades com responsabilidades na estrutura educativa portuguesa (como a Escola Superior de Educação do Politécnico do Porto, via Gabinete de Relações Públicas) vão à liça e esforçam-se por fazer pior. Eu sei que é difícil, mas estão lá perto. Pergunta-se: não se pode avaliar a iliteracia desta gente? De alto a baixo? Da DREN aos Auxiliares de Acção Educativa? E classificá-los em função da capacidade de redigir? E dar responsabilidades a quem saiba, pelo menos, exprimir-se por escrito num português limpo, escorreito? Era um começo. Ser burocrata é fácil. Já escrever uma simples carta, um singelo e-mail…

Exmo (a) Sr. (a),
Agradeçemos a vossa colaboração para a divulgação desta informação por todas as escolas do agrupamento vertical, bem com, escolas básicas do 1º ciclo.
Agradeçendo a atenção dispensada.
A Escola Superior de Educação do Politécnico do Porto (ESE) abre 5 novos cursos de Mestrado.

(…)

[Nota: este excerto de e-mail foi recebido por pessoa amiga. Por razões de confidencialidade posso apenas asseverar que a fonte é fidedigna, uma vez que tive acesso ao e-mail enviado pelo Gabinete de Relações Públicas (palavra de honra) da ESE do Politécnico do Porto]

'Sei que é difícil, mas hei-de chegar a Relações Públicas'

'Sei que é difícil, mas hei-de chegar a Relações Públicas'

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