W. Bush e o fim do ‘Bushismo’

by manuel margarido

Duas guerras irremediáveis (Iraque e Afeganistão), um desastre natural escandalosamente ignorado (o furacão Katrina) e uma implosão económica global depois, George W. Bush (Dubya, para os amigos) iniciou uma campanha de despedida da Casa Branca com o objectivo de deixar atrás de si a imagem de um presidente guiado por um ‘conservadorismo com compaixão’. O mesmo é dizer que, desdobrando-se em entrevistas na televisão, na imprensa, em encontros e eventos, W. está a procura de formar uma imagem final da sua pessoa que o retire do vil lugar em que se encontra nos índices de popularidade de um Presidente em fim de mandato: é o primeiro dos últimos. Sim, Bush começou a falar de si, acto que, confessa, lhe é penoso (para a generalidade dos analistas também). Nas recentes entrevistas e encontros mantidos, W., em perfeito estado de negação, admite ter cometido erros. Para, logo em seguida os desvalorizar. Em artigo no Washington Post contam-se as facécias da campanha para fazer do homem alguém que possa ficar na História com uma imagem minimamente potável. Como se pode ler, é um esforço em vão.

Dois excertos extraordinários e um ‘Bushismo’ final, para aguçar o apetite:

He has admitted to a few previously unacknowledged errors, telling one interviewer that he was “unprepared for war” when he entered office and that his “biggest regret” was the failure of intelligence leading up to the Iraq invasion.

He portrayed Iraq as “a powerful example of a moderate, prosperous, free nation.

I mean, people literally lining the roads in Tanzania, all waving and anxious to express their love and appreciation to the American president who represents the American people,” Bush said. “It was good to see them all waving with all five fingers, I might add.

Palavra de honra, o homem existe.

'O Iraque? É assim uma espécie de Suiça...'

'O Iraque? É assim uma espécie de Suíça...'