Rectificação

by manuel margarido

Entendo os blogues como um meio de expressão (singular, colectiva) com características únicas, onde múltiplas vozes, a transversalidade social em todos os azimutes, encontra um espaço e um tempo de manifestação próprios, marcados em norma por factores identitários e por uma grande amplitude na liberdade de ‘dizer’.

Liberdade essa que conduz, a alguma responsabilidade, a uma ética que confira credibilidade à voz que se exprime. As palavras pesam. Mesmo na blogosfera. Sobretudo na blogosfera (mais que no “24 Horas“, garanto).

Por isso, desde que iniciei este blogue, tenho procurado, o melhor que sei, encontrar a linha do rigor. Eis senão quando sou confrontado com o facto de ter escrito informação grosseiramente errada no post onde invocava Nuno Moura. Reponham-se já os factos.

A editora Mariposa Azual é propriedade de Helena Vieira, que é fundadora da casa. E não de Paulo Condessa, como referi. De igual forma, foram Helena Vieira e Nuno Moura (fundador da ‘Mariposa’ e, na altura, ainda ligado a ela) os responsáveis pela proeza – o adjectivo ajusta-se a um projecto que afirma “a literatura é uma potência muito pequenina” – de ter publicado a “Obra” de Adília Lopes, com ilustrações de Paula Rego. E é a Mariposa Azual (e, portanto, Helena Vieira, em conjunto com um grupo de ‘cúmplices’) que está na origem da Revista Índice.

Vale a pena visitar o site da Mariposa. E da Índice, cujo número Zero já foi editado e com número Um marcado para Dezembro. Darei também notícias aqui, à medida que as for tendo. É que a infelicidade do erro trouxe a felicidade de um reencontro. Há males que vêm por bem.

Agora o blogue pode continuar.