Palin vs. Biden

by manuel margarido

Informa-nos a Globo, via EFE (as notícias correm agora, no mundo, como há um século na aldeia: de boca em boca) que o Partido Republicano dos E.U.A. está ‘aliviado’ com o desempenho da Governadora do Alaska, Sarah Palin, face ao veterano político democrata Joe Biden, no debate que opôs os dois candidatos à Vice-Presidência. No lugar deles eu não estaria. É verdade que a senhora não meteu os pés pelas mãos (o que seria uma ideia muito interessante) nem bolsou nenhuma bacorada fatal. Biden, de resto um modelo de cortesia digno de um vendedor de automóveis topo de gama, teve apenas, numa ocasião, de lhe recordar amavelmente os limites do poder executivo impostos aos Vice-Presidentes: entusiasmada com a sua experiência nos destinos de Anchorage, Palin esticava-se no que iria fazer ao lado do “Senator McCain“. No mais, o alívio dos republicanos não me parece ter grande fundamento. Palin foi simpática, familiar. Mas não chega para ser uma candidata credível. Cada vez que a graciosa senhora falava, lembrava-me, sem remédio, as reuniões de vendas de Tupperwares na casa da minha tia, na Avenida de Roma. Que eu saiba, os americanos não andam lá muito compradores.

Amiguinhos, aqui até os ursos bebem petróleo!

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