Poesia Portuguesa (36) – Casimiro de Brito
Poema escolhido no livro Opus Affettuoso seguido de Última Núpcia, de Casimiro de Brito, autor de vasta e variada obra, na belíssima edição da Limiar (com direcção editorial de Egito Gonçalves e gráfica de Armando Alves). Poemas direitos ao amor erótico, ao canto do corpo, do outro. Do outro corpo. Poemas onde a distância se mede. E é o verdadeiro tema.
XXXVIII
A luz que me dás, esquiva e dura,
serve-me de abrigo onde desfeito
é já o meu cansaço. Halo escuro
a luz dói – perdição incerta
de um pobre e calcinado coração
que sabe de amor
o que batalhas são.
BRITO, Casimiro de, Opus Affettuoso seguido de Última Núpcia , Colecção “Os Olhos da Memória”, n.º 75, 1.ª edição, Limiar, Porto, 1997.

